quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Me bastam as estrelas


Imagem via Tumblr


Me ofereces uma galáxia...
A mim me bastam as estrelas.
Estas pequenas que pontilham o céu escuro,
que enchem meus olhos de sonhos,
que pairam no ar.

De tão grandes as vemos pequenas.
E seu brilho não ofusca o luar.
Dançam juntos nesse baile,
nesse brilho infinito
que não canso de observar.

Pequenos regalos dos deuses
que com seus pincéis,
espalham pingos de tinta prata em um painel negro
que é a Dona Imensidão.

Ao olhar de novo os céus em uma noite de luar
me ofereças as estrelas,
porque de todos os "seres" cintilantes a elas pertenço,
a elas me basto.
Elas me bastam.

-Daiane C Silveira



terça-feira, 19 de agosto de 2014

Arte Sacra


A arte sacra é uma das coisas que me fascina. Estava em Amparo-SP há alguns dias atrás e aproveitei para fotografar essa igreja, a qual nunca havia visitado.
Além dessas fotos fotografei ainda as partes "naturais" da cidade. As árvores e coretos são lindos.














































-Daiane C Silveira



domingo, 17 de agosto de 2014

Sobre Perdas e Mudanças...


Ela se foi.
Era uma manhã ensolarada de domingo. 
Nós ríamos entre conversas.
Ela não se despediu.
Deixou caros presentes: As lembranças. 
Desde que aprendi a trocar passos já ouvia o seu sorriso e entre brincadeiras com outras crianças a observava. Era aquela que não entristecia, que sempre sorria e contagiava os demais.
O exemplo de sua força de lutar com inimigos tão inimagináveis não será esquecida, um incentivo pessoal também.
Sempre existirá um lugar vago em meio as cadeiras ocupadas.
Ele se foi.
Era um dia nublado de janeiro.
Eu me entristecia por não poder vê-lo.
E então ele se foi.
E não pude dizer adeus.
Ele deixou uma parte dele dentro de mim para sempre. Se tornou meu guia, uma luz em minha mente que mostra dúvidas diante de perigos eminentes. Ele me mantém viva.
Suas canções que outrora embalavam meu sono, suas brincadeiras... Meu melhor amigo.
Um presente infinito, porque mesmo indo sempre está comigo.
O banco debaixo da velha árvore está vazio... Quando o olho espero ver-te lá.
Ela dormia e se foi.
Com toda a tranquilidade com que passou neste mundo ela deu adeus.
Sempre ao passar por aquele caminho, a velha senhora que usava um lenço na cabeça , sorria e me cumprimentava com o olhar.
Sua força segurava uma família inteira.
Talvez aquele velho fogão de lenha jamais seja aceso novamente.
Ela também se foi.
Saberia que iria, desejava ir, um dia se foi.
Sua bondade incomparável me atingia em cheio, sua dedução sobre as coisas celestes me tomava... E a outros mais.
Suas lágrimas faziam que as minhas também rolassem.
E o sorriso desapareceu daquele lugar.
Se foram tantos, destes me lembro.
Talvez aquele assento vazio seja ocupado por outra pessoa, mas na minha mente ela ainda estará sentada lá.


-Daiane C Silveira


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