domingo, 26 de outubro de 2014

Aquelas velhas lembranças de pôr-do-sol e chuvas de granizo





Esta sou eu em meados de 1996 / 1997

As lembranças talvez são os mais doces filmes que passam na minha mente, diariamente. 
Ter lembranças é bom, ao passo em que deve se saber lidar com elas.
Lembrei-me de épocas passadas... Hoje em um domingo parado, tive tempo para pensar e me deliciar novamente com aquela que foi a época mais top da minha vida haha. 
Talvez por ser criança tudo era legal e mais colorido.
Olhei hoje ao meu redor e percebi que tudo a minha volta está diferente, isso não é ruim, mas me faz não ter aquele velho cenário exatamente igual ao que era.
Moro na mesma casa, no mesmo bairro com os mesmos vizinhos e conhecidos desde o meu nascimento.
Foi nesse lugar em que dei os primeiros passos, onde pude ter amigos e pessoas que de certa forma participaram na minha formação. Tenho muitas lembranças, na maioria boas.
Os domingos na minha casa eram normalmente lotados de tios, tias e primos. Saíamos correndo e brincando pelo pomar, e depois do almoço todos os netos pediam 1 real pro vô (1 real naquela época valia uns 10 de hoje haha) para comprar um doce ou salgadinho no bar do bairro que era tipo tudo o que tinha no bairro haha.
Entrei muito cedo na escola, com cerca de 2 anos e meio, e isso não foi ruim, ao contrário, gostei bastante. Me lembro da primeira professora e de uma chuva de granizos que depois de cair deixou um lindo arco-íris no céu, eu e todos os alunos da sala corremos pra pegar o gelo que tinha caído no pátio da escola.
Me lembro de uma cozinheira que fumava e derrubava cinzas do cigarro na comida. Me lembro que os invernos rigorosos faziam que nossa boca produzisse uma fumaça densa a qual brincávamos pela manhã.
Me lembro de desenhar as minhas férias, e de saber ler letra de mão antes dos outros alunos, então traduzia para eles a atividade que seria feita naquele dia.
Me lembro da professora pedir para recortar letras Z das revistas, e eu bem espertinha recortava as Ns e as virava produzindo um Z que era difícil de encontrar.
Me recordo das tardes caçando "sirilis" aqueles pequenos insetos com asas que saiam dos cupins.
Me lembro de brincar com meus vizinhos de Pokemón, Tarzan, caminhãozinho e outras mil coisas que passávamos as tardes inventando.
Me lembro de uma época que chovia  haha. Que no inverno era frio e seco, o verão era quente e molhado.
Na casa da minha tia-avó ficava procurando no Paiól pastilhas de por na parede. Caçava uma de cada cor e de cada tamanho.
Assava formigas.
Via televisão com meu avô.
Ele era daqueles avôs que mais parecia um amigo. Me dedicava todo o seu tempo, fazíamos muitas coisas juntos. Ele me orientava muito.
Me ensinou a rezar, víamos Chaves juntos e ele me escondia da minha mãe quando eu fazia travessuras rs, mas acima de tudo ele me ensinou que o bem nunca é demais.
Me sentava nas tardes  na grama de casa e olhava o pôr-do-sol. As garças brancas sobrevoavam o céu em formato de V, as vezes uma ficava para trás. Elas iam de manhã e de tarde voltavam para os ninhos, e era essa volta que eu observava todas as tardes.
Me lembro das festas juninas na escola e que sempre dançava com meu amigo, e dos natais em que sempre esperava o papai noel.
Do dia de ano, em que desejávamos um bom ano aos moradores do bairro.
Dos filmes de terror da casa da Tia Márcia e das noites em que não dormia depois de assistí-los.
As coisas mudaram bastante, até porque o tempo passa e as coisas são mutáveis. 
Meu avô já não está mais aqui, e eu cresci e não tenho mais tempo de ver as garças no pôr-do-sol.
Os invernos não são tão frios, e os verões são extremamente quentes e mais secos.
As festas juninas e os natais, bom, não são tão divertidos, ou talvez tão brilhantes quanto naquela época.
Muitas pessoas que eu conhecia, se mudaram ou se foram.
Minha casa aos domingos não é mais lotada, e já não vejo meus primos como os via antes.
Me lembro de um tempo que nada importava muito, se ia ou não ter um trabalho, faculdade e dinheiro.
Me lembro que só queria que os pôr-do-sol fossem laranjas e que houvesse granizo e arco-íris após a chuva.


-Daiane C Silveira







segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Água, Chuva e afins




Pra quem mora no estado de São Paulo como eu, sabe o que temos passado esses meses. 
Seca, falta de chuva e calor tem  deixado as pessoas revoltadas e espantadas com esse fenômeno natural que não tínhamos visto antes.
Eu particularmente nunca desperdicei água. Mas com certeza gastava mais que agora. Vejo na televisão todos os dias pessoas arranjando culpados pela falta de água.
Não sou a favor de nenhum partido político e tal, mas um exemplo que julgo errado é colocar como culpado pela falta de água o atual governador Geraldo Alckmin.
A culpa da falta de água é de todos nós. 
Primeiro por devastar a natureza, acabar com a camada de ozônio e mudar completamente o ecossistema, o que faz mudar toda a estrutura natural, isso traz secas prolongadas, calor excessivo entre outros fenômenos que antes não aconteciam, mas com essas mudanças no meio ambiente vem se tornando frequentes não só aqui, mas no mundo.
Outra coisa que frequentemente vejo nas ruas e nas casas, são pessoas lavando calçadas, regando plantas, lavando carros e deixando a torneira aberta e a água se perdendo no esgoto.
Gente, esse é o real motivo de falta de água. 
Fazer racionamento agora não ia adiantar até porque a falta de chuvas colaboraria com o constante enfraquecimento no abastecimento de água.
O racionamento não deve ser imposto para ser feito, todos temos consciência. 
Ninguém foi até a minha casa me falar para economizar água ou energia, lá fazemos isso porque temos noção de que vai acabar se não economizarmos.
Moro em um sítio e o abastecimento de água é por poço comum, somos a única família do bairro que não teve falta de água, isso se deve ao racionamento que minha mãe costuma fazer, não agora que já está sem água, mas sempre. Inclusive na época de chuvas. Minha mãe nunca joga água fora.
Por isso, culpar os outros é fácil, e ao mesmo tempo que culpamos jogamos papel de bala na rua, deixamos a torneira aberta, entre outras coisas que nos fazem ser os verdadeiros causadores de tudo isso.
Eu também faço certos desperdícios, e estou tendo que aprender a viver com pouco, ou com pouca água. Isso é absolutamente necessário. Com a mudança climática e ciclos cada vez mais irregulares de chuvas e de secas temos que aprender a conviver com pouco.
Deixo esse recado para todos que leem e acompanham meu blog.
Com medidas simples do dia-a-dia e com consciência podemos mudar a situação em que nos encontramos.
Faça a sua parte e economize SEMPRE e não só quando estiver no fim. 
Com certeza você se lembrará daquela água que você jogou fora e que agora está fazendo falta.
Lembre-se disso.


-Daiane C Silveira





sábado, 4 de outubro de 2014

Enterrem meu coração na curva do rio


Esse último filme que vi tocou meu coração e me fez compreender melhor a história da colonização dos Estados Unidos, na verdade da América do Norte de um modo geral, mas focada na terra do tio Sam.
O filme mostra a colonização forçada por parte dos ingleses, e a resistência dos Sioux, que são os nativos norte-americanos.


Título original



Esse é o chefe de uma das tribos, o Nuvem Vermelha. Em uma reunião com os "brancos", ele questiona as promessas que foram feitas aos índios e ainda não cumpridas.
Estava comentando com uma amiga, que uma das coisas que gostei e achei extremamente sensível foi os nomes deles. Eles estavam sempre ligados a natureza de uma forma ou outra.


Os "brancos" também ameaçavam os índios a aceitarem acordos que os prejudicavam. Doação de terras para construção de trilhos, ou para exploração de ouro, como no caso das Montanhas Negras. Tudo isso, foi de certa forma forçado a ser doado e ser explorado sem intervenções dos nativos.


Essa cena me chamou atenção pelo modo em que os Sioux se propunham a resolver seus problemas. Nesse momento Touro Sentado, chefe de uma das tribos e referência na resistência indígena, senta-se em uma pele de urso junto com o líder da tropa estadunidense.


O que ocorreu também na época foi a "civilização" do povo indígena. Eles eram forçados a cortarem seus cabelos, aprender sobre a história "branca" e adquirir um nome "branco".



Os índios foram mandados a um tipo de fazendas, onde recebiam alimentação, roupas e alojamento. Porém os nativos iam sendo educados da maneira branca.
Normalmente houveram revoltas, inclusive na recusa de ajuda por parte de Touro Sentado.



Esse confronto de dois lados acabou em morte, não só pelos ataques e pela resistência, mas também pelas doenças que até então os índios não contraiam, mas em contato com os brancos, as crianças que eram mais frágeis morreram de gripe.

Se vocês desejam saber mais, inclusive o porque do nome, recomendo que vejam o filme, porque sei que vão gostar. Existem muitos detalhes aqui ocultos que vocês só saberão assistindo o filme rs.

Então peguem a pipoca e o lenço mais próximo e bom filme!



-Daiane C Silveira



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