domingo, 23 de agosto de 2015

Monster



Antes de resenhar o anime, vou colocar um conto, que faz parte do anime e que o marca para mim de certa forma:

O MONSTRO SEM NOME
"Há muito tempo existia um monstro sem nome. O monstro não suportava o fato de não ter um nome. Então ele decidiu sair em uma jornada para encontrar um nome pra si. Mas, por o mundo ser tão grande, o monstro se dividiu em dois e eles foram em lados opostos. Um foi ao leste, e o outro pro oeste. O que foi para o leste encontrou uma vila. Havia um ferreiro na entrada da vila. 
– Senhor Ferreiro, por favor, me dê seu nome! - disse o monstro.
– Não posso lhe dar meu nome! - respondeu o ferreiro.
– Se me der seu nome eu vou pular dentro de você e te fazer forte em troca! - disse o monstro, confiante.
– Mesmo? Darei a você meu nome se me deixar forte. - respondeu o ferreiro, cedendo à oferta.
O monstro pulou para dentro do ferreiro. O monstro virou Otto, o ferreiro. Otto foi o homem mais forte da vila, mas um dia...
– Olhem para mim! Olhem para mim! O monstro dentro de mim cresceu tudo isso! - alertou, sobre um palco no centro do vilarejo e aos berros.
Morde. Mastiga. Tritura. Engole. O monstro faminto comeu Otto de dentro pra fora. Ele voltou a ser um monstro sem nome. Embora tenha pulado dentro de Hans, o sapateiro... Morde. Mastiga. Tritura. Engole. Ele voltou a ser um monstro, de novo. Embora tenha pulado dentro de Thomas, o caçador... Morde. Mastiga. Tritura. Engole. Mais uma vez ele voltou a ser um monstro sem nome. Ele foi ao castelo para encontrar um nome maravilhoso. Dentro do castelo havia um garoto muito doente. 
– Vou te fazer mais forte se me der seu nome. -disse o monstro.
– Eu te darei meu nome se você puder curar minha doença e me fazer mais forte.
O monstro pulou para dentro do garoto. O garoto ficou bem saudável. O rei estava contente.
– O príncipe está bem! O príncipe está bem! - contente, disse o rei.
O monstro adorou o nome do garoto. Ele também cresceu adorando sua vida no castelo, e por isso ele resistiu, mesmo estando faminto. Todo dia, mesmo quando seu estômago ficava bem vazio, ele resistia. Mas, quando ele ficou faminto demais... – Olhem para mim! Olhem para mim! O monstro dentro de mim cresceu tudo isso! - mais uma vez alertou.
O garoto comeu seu pai, seus servos, todos. Morde. Mastiga. Tritura. Engole. Por todos estarem mortos, o garoto saiu em uma jornada. Ele caminhou por dias. Um dia o garoto encontrou o monstro que foi para o oeste.
– Eu tenho um nome. É um nome maravilhoso.
E então, o monstro que foi para o oeste disse:
– Eu não preciso de um nome. Sou feliz mesmo não tendo um nome. Porque nós somos monstros sem nomes.
O garoto comeu o monstro que foi para o oeste. Embora tivesse um nome agora, não havia mais ninguém para chamá-lo pelo nome. Johann. É um nome maravilhoso."

Surpresa descreveria esse anime. 
Kenzou Tenma nosso protagonista, é um médico japonês, que se estabelece na Alemanha e se vê bem sucedido em sua carreira como cirurgião. 
Em uma de suas cirurgias, seu chefe pediu para que operasse um cantor de ópera que encontrava-se em grave situação, mas havia chegado outro paciente em grave situação, antes desse cantor, e esse paciente era um turco pobre que acabou não resistindo. 
Após essa empasse, a esposa do turco encontrou-se com Tenma, e o acusou de ter matado seu marido, já que se o médico tivesse o atendido primeiro, talvez ele sobrevivesse. 
Foi aí que o senso de humanidade se aguçou em Tenma. 
A partir desse dia ele sempre usou justiça em seus atendimentos e, um dia ao chegar um menino, e estando ele prestes a fazer sua cirurgia, o chefe pede a ele que opere o prefeito da cidade, porém Tenma se recusa, pois o primeiro a chegar foi o menino e por isso acabou salvando-o. 
Esse menino se chama Johann, e é a partir dele que tudo começa, e nosso protagonista, chega a se arrepender de tê-lo salvo.
Os episódios são basicamente investigativos e também as vezes, lembranças dos personagens.
Quem quizer ver esse anime tem que se atentar as surpresas que acabam acontecendo em meio ao tempo, mas garanto que é muito bom, e recomendo.

-Daiane C Silveira

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Um Enigma Chamado Emma


Imagem via Tumblr






















Escrevi o texto ouvindo essa música, vocês podem lê-lo ouvindo-a, não é genial?


Acho que sou um caso perdido, sem jeito mesmo. A mesma de sempre, que não muda nem com rasteira do destino.
A indecifrável Emma.
Ainda me recordo da névoa branca que cobria o céu azul, do dia em que você partiu. Eu achei que te veria de novo, aliás ainda acho isso.
Engraçado, existem pessoas com um magnetismo incrível, que atraem qualquer ser vivo a seu lado, e eu, ao contrário, pareço ter uma nuvem negra que afasta todos que um dia chegaram perto de mim.
Vejo pessoas com amigos de infância, e tenho até inveja da minha xará, que tem os mesmos amigos desde os 11 anos. Todos que conheci tomaram seus caminhos, e me esqueceram como um par de tênis que não serve mais.
Mas também... Eu vivo chorando. Quem vai gostar de alguém que só chora?
Me lembro de uma briga na qual me envolvi na 5ª série para defender minhas "amigas" (que nem pediram para eu defendê-las), acabei tomando um tapa na cara e chorando a aula toda.
Pensando bem, chorei da pré-escola a universidade, e talvez esse seja o motivo de estar sozinha.
Sinto que meus amigos são meus livros, meu gato e outro seres inanimados que existem. Quando leio mergulho em universo paralelo, com pessoas de verdade mas que não me apontam ou se afastam de mim, elas permanecem, me sinto assim com séries e com animais também.
Os piores "amigos" são os que se lembram de você por interesse e não por preocupação ou por gostar.
De vez em quando chega uma mensagem de uma colega minha da faculdade. Nas primeiras 10 vezes que ela me escreveu, notei uma coisa em comum, ela sempre me mandava mensagens perguntando como eu estava e logo em seguida pedia algo da matéria, porque como ela ainda não terminou o curso, certamente ainda precisa de mim. Então decidi não escrever mais a ela também, afinal, ficou claro que a preocupação que ela sentia não era em relação a mim.
É eu sei o que você está pensando, pode ser que eu me afaste das pessoas, mas como continuar como a boba da história?
Nesse instante estou no meu quarto ouvindo indie e minha mãe me convidou para sair, eu acabei me isolando de novo, nesse mundo que só eu entendo.
Um dia sai em um caminho, parei, olhei para o pó da estrada atrás de mim - enquanto Emma não olhar para frente, não poderá caminhar, permanecerá parada no tempo e no espaço.
O enigma de Emma, se estabelece no passado, pelo que ela já perdeu, porque Emma não existe na realidade, ela é só luz em um subconsciênte comum.

-Daiane C Silveira

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